Home Blog Disfunção Erétil Então afinal o que é o “Viagra feminino”?

  • Em Portugal, não existe um medicamento aprovado pelo Infarmed equivalente ao Viagra masculino para uso feminino.
  • O termo "Viagra feminino" é frequentemente usado para descrever medicamentos que tratam a Perturbação do Desejo Sexual Hipoativo (PDSH) em mulheres.
  • A flibanserina (Afil) foi aprovada nos Estados Unidos para tratar o desejo sexual baixo, mas não está disponível no mercado português.
  • Outro fármaco, a bremelanotida (Vyleesi), é uma injecção usada antes da relação sexual, mas também não está autorizada em Portugal.

A resposta rápida aqui é: não, não existe Viagra para mulheres. No entanto, a menção da frase "Viagra feminino" refere-se normalmente ao tratamento de disfunções sexuais femininas.

Só para tratar transtornos

E desde aí que se procura um equivalente para as mulheres. Mas o problema nas mulheres não é equivalente ao dos homens. O efeito do sildenafil (o composto do Viagra e de vários genéricos) é aumentar a irrigação sanguínea nos órgãos genitais. Também foi testado em mulheres, mas a melhoria da circulação sanguínea nos genitais não mostrou efeitos significativos no aumento do desejo sexual. A médica Carla Rodrigues, que pertence ao Núcleo de Sexologia da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, referiu que alguns países da Europa já usaram testosterona com o objetivo de melhorar o desejo nas mulheres durante a menopausa, mas este tipo de utilização foi interrompida.

7. Ginkgo biloba

Agora estão em estudo fármacos que combinam dois princípios ativos: testosterona e sildenafil ou testosterona e buspirona (antidepressivo). O Viagra masculino e outros medicamentos da mesma categoria têm um princípio ativo diferente, o sildenafil (agora também disponível nos medicamento genéricos). Mas este composto não serve para aumentar o desejo sexual nos homens. Serve para tratar a disfunção erétil quando esta é causada por motivos fisiológicos, como a irrigação insuficiente do pénis que provoca a falta de ereção ou uma ereção flácida. Se a causa da falta de ereção no homem for psicológica – causada ora pelo mito de que o homem tem de estar sempre pronto, ora pelas exigências de um bom desempenho -, tanto o Viagra como outros medicamentos no mercado não terão qualquer efeito. Contudo, pode ser um termo bastante amplo.

Produto Dosagem Quantidade + Bónus Preço
Viagra Professional100mg30 comprimidos88.92€ 84.69€
Viagra Genérico50mg180 + 8 comprimidos158.82€ 151.26€
Viagra Genérico100mg10 comprimidos28.91€ 27.53€
Viagra Genérico100mg270 + 10 comprimidos270.47€ 257.59€
Viagra Genérico150mg180 + 10 comprimidos236.46€ 225.20€
Viagra Genérico25mg180 + 6 comprimidos154.93€ 147.55€
Viagra Original100mg76 + 4 comprimidos306.59€ 291.99€
Viagra Genérico150mg30 + 2 comprimidos72.32€ 68.88€
Viagra Genérico25mg60 + 4 comprimidos71.99€ 68.56€
Viagra Genérico200mg90 + 6 comprimidos170.79€ 162.66€
Viagra Genérico50mg20 comprimidos40.52€ 38.59€
Viagra Super Active100mg120 + 16 comprimidos198.37€ 188.92€
Viagra Genérico150mg270 + 10 comprimidos326.61€ 311.06€
Viagra Soft Tabs100mg90 + 6 comprimidos205.31€ 195.53€
Viagra Original100mg22 + 2 comprimidos120.71€ 114.96€
Viagra Oral Jelly100mg220 + 18 saquetas562.28€ 535.50€
Viagra Genérico200mg120 + 8 comprimidos204.80€ 195.05€

Enquanto todos já ouvimos falar da "pequena pílula azul" e de como trata a DE nos homens, o que dizer do Viagra para as mulheres?

Sertralina: para que serve, como usar e efeitos colaterais

“A combinação de uma prova de eficácia não muito robusta e o facto de o perfil de segurança não estar bem caracterizado fez-nos concluir que não estaria pronto para aprovação”, disse Sandra Kweder, vice-diretora do Gabinete de Novos Fármacos da FDA, citada pela NPR. A aceitação de comercialização em agosto de 2015, mediante recomendação de um painel de especialistas, parece ter sido em parte influenciada pelos testemunhos de mulheres que dizem ter sentido melhorias depois de tomarem o medicamento e pela pressão de movimentos que acusam a FDA de não se preocupar o suficiente com a sexualidade feminina. Um deles – Even the Score -, do qual a Sprout Pharmaceuticals faz parte, até preparou um vídeo de agradecimento à autoridade norte-americana. “A aprovação de hoje [dia 18 de agosto de 2015] fornece às mulheres angustiadas com a falta de desejo sexual uma opção de tratamento autorizada”, disse em comunicado de imprensa Janet Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA. “A FDA esforça-se por proteger e promover a saúde das mulheres e estamos comprometidos em apoiar o desenvolvimento de tratamentos seguros e eficazes para a disfunção sexual feminina.” Os ensaios clínicos realizados pelo laboratório Sprout Pharmaceuticals, que incluíram 2.400 mulheres antes de entrarem na menopausa, mostraram que o número de eventos sexuais satisfatórios foi maiores nas mulheres que tomaram flibanserina do que nas que tomaram placebo (comprimido sem medicamento dado com fins sugestivos).

5. Maca peruana

Mas a diferença parece pequena: ao longo dos meses de tratamento, as mulheres que tomaram flibanserina tiveram mais 0,5 a 1 encontro sexual satisfatório por mês, contra 0,3 a 0,4 nas mulheres que tomaram placebo. O medicamento que só funcionou em oito a 13 por cento das mulheres, segundo o site Vox, foi classificado de “um afrodisíaco medíocre com efeitos secundários assustadores”, pela diretora do projeto PharmedOut da Universidade de Georgetown, Adriane Fugh-Berman, que estudou a campanha de marketing do flibanserina. No mesmo site lê-se que a farmacêutica não melhorou os resultados desde a recusa em 2013, mas lançou uma forte campanha para acusar a FDA se não se preocupar com a saúde sexual das mulheres. 5 reasons to be skeptical of the new "female Viagra" pic.twitter.com/8FuGiZPmYD A falta de desejo sexual feminino não depende exclusivamente de fatores biológicos, a maior parte são questões psicológicas, como as emoções e pensamentos, a baixa autoestima, as crenças sobre a sexualidade feminina, assim como a relação com o parceiro sexual e com os outros. E em relação a estes fatores não há nada que um comprimido possa fazer. A curto prazo, vários medicamentos talvez tenham adoptado inadvertidamente o nome, porque tratam alguma forma de disfunção sexual feminina (DSF). Todavia, no Reino Unido não existem medicamentos licenciados para tratar a disfunção sexual feminina.

Para que serve

Pensar em sexo é o melhor ‘afrodisíaco’ natural. Uma das principais causas para a diminuição do desejo sexual é a ausência de fantasias e experiências sexuais positivas”, disse Fernando Mesquita, psicólogo clínico e terapeuta sexual. A partilha entre o casal é fundamental para que a mulher possa ter mais desejo sexual, até mesmo a partilha das tarefas domésticas, para que a mulher tenha mais tempo livre para relaxar, porque o desejo da mulher depende da disponibilidade emocional, intelectual, erótica e física. Se os dois elementos do casal não conseguirem, sozinhos, resolver as dificuldades enfrentadas na vida íntima, podem sempre recorrer a um terapeuta sexual. Para desconstruir alguns mitos sobre o desejo e satisfação sexual, aqui tem o link certo. Já nos Estados Unidos, a lista tem atualmente dois: Addyi e Vyleesi.

  • A investigação sobre o desejo sexual feminino é historicamente menos financiada do que a disfunção eréctil masculina.
  • As mulheres apresentam um ciclo de resposta sexual mais complexo, que envolve factores emocionais e contextuais.
  • A indústria farmacêutica tem dificuldade em desenvolver um fármaco eficaz devido à natureza multifactorial do desejo feminino.
  • Ensaios clínicos para novos medicamentos femininos enfrentam desafios na definição de objectivos de eficácia mensuráveis.

Embora na realidade, funcionam de forma bastante diferente do Viagra. Vamos descobrir um pouco mais sobre eles. Daniel Atkinson, Líder Médico de Clínica Geral O FDA aprovou o Addyi, que foi rapidamente apelidado de ‘Viagra feminino’.

  • A menopausa é uma fase da vida em que muitas mulheres sentem uma diminuição acentuada da libido.
  • A atrofia vaginal e a secura podem tornar a relação sexual dolorosa, diminuindo o desejo por antecipação.
  • Lubrificantes e hidratantes vaginais são soluções simples e eficazes disponíveis em qualquer farmácia portuguesa.
  • A terapia com estrogénio local (cremes ou anéis vaginais) é uma opção segura e prescrita por ginecologistas em Portugal.

Mas ao contrário do Viagra, o Addyi (flibanserin) serve para tratar a diminuição da libido nas mulheres.

  • Existem suplementos alimentares vendidos em Portugal que prometem aumentar o desejo sexual feminino, mas sem eficácia comprovada.
  • Algumas farmácias portuguesas vendem cremes ou géis de aplicação local com efeito vasodilatador ligeiro.
  • Estes produtos tópicos podem aumentar a sensibilidade local, mas não tratam a falta de desejo sexual.
  • A maioria dos suplementos para a libido feminina contém ingredientes como maca peruana, ginseng ou tribulus terrestris.
  • Nenhum suplemento alimentar é regulado como medicamento, pelo que a sua segurança e eficácia não são garantidas pelo Infarmed.

Uma verdadeira pílula feminina de Viagra deveria tentar tornar o sexo mais confortável fisicamente para as mulheres . E tem sido salientado que já existe uma solução bastante simples para isto – lubrificante. O Addyl foi originalmente desenvolvido como um antidepressivo.

"Viagra feminino" é rosa

Os problemas biológicos surgem sobretudo na fase da peri-menopausa – quando se iniciam com os primeiros sinais de menopausa – e pós-menopausa, porque é neste período há alterações nas hormonas e no aparelho reprodutor feminino. Mas o medicamento já não é recomendado nesta fase da vida das mulheres. Nestes casos recorre-se ao tratamento hormonal de substituição. “Não se pode pensar que o desejo sexual se esgota em termos biológicos. Pensar assim vai criar uma ilusão que pode resultar em desilusão”, disse Sandra Vilarinho, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica.

“As mulheres sofrem bastante com a falta de libido, e praticamente em silêncio, por uma condição estigmatizada”

E mesmo que o medicamento potencie a libertação de determinadas hormonas, que podem favorecer o desejo sexual, só por si não é garantia para resolver o problema. As interações entre as hormonas e neutransmissores e as células do cérebro, assim como os efeitos que têm, são mais complexos do que os resultados demonstrados. A terapeuta sexual Sandra Vilarinho receia que se tome o comprimido com esperança de resolver a falta de desejo sexual, ignorando o tratamento de outros problemas como excesso de trabalho, depressão ou outras dificuldades na relação. Pode saber mais sobre a opinião de especialistas portuguesas em relação ao medicamento flibanserina (aqui) ou ver um parecer publicado na revista científica The Journal of the American Medical Association (aqui). A introdução do Viagra, o comprimido azul para tratar a disfunção erétil masculina, trouxe a solução para os problemas de disfunção sexual de muitos homens. Tem como alvo os neurotransmissores no seu cérebro. Aumenta os níveis de dopamina e norepinefrina que estão ligadas à excitação e diminui os níveis de serotonina que estão ligados à inibição. Portanto, embora o Addyi possa ser chamado de “Viagra feminino”, não funciona de todo como o Viagra masculino. O Viagra só está autorizado para uso em homens e não é aprovado como medicamento para mulheres.

Produto Composição principal Forma de apresentação Disponível em
FemiLibido Maca peruana e tribulus terrestris Cápsulas Farmácias e ervanárias
Gynodian Ginseng e vitamina B6 Comprimidos Parafarmácias
Lady Prelox Pycnogenol e L-arginina Cápsulas Farmácias
FemiMax Extrato de damiana e zinco Ampolas bebíveis Lojas de produtos naturais

Uma vez que o Viagra aumenta o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais, existem teorias que este poderia aumentar o prazer das mulheres durante o ato sexual.

Viagra: para que mais o sildenafil é usado para além da de?

Neste caso os especialistas recomendam terapia sexual. E mesmo quando a causa primária da disfunção erétil não é psicológica, este fator acaba por influenciar a vida sexual seja pela antecipação do fracasso ou pela diminuição da autoestima. O comprimido só permite que os mecanismos estejam prontos a funcionar”, disse o urologista Pepe Cardoso, presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia. Refira-se portanto que, mesmo para os homens que sofram de disfunção erétil, o Viagra e outros medicamentos não garantem uma ereção. O homem terá de sentir desejo sexual e para isso contribui em grande medida a participação do parceiro sexual.

4. Tribulus terrestris

Para saber mais pilula viagra sobre a disfunção sexual no homem, clique aqui. A perda de desejo sexual nas mulheres pode ter uma causa biológica, que pode e deve ser tratada, mas a maior parte das vezes as dificuldades são causadas por outros motivos – as expectativas desfasadas em relação ao parceiro sexual, a falta de comunicação entre o casal, a perda de qualidade na relação, o acumular de preocupações durante o dia, a satisfação com o próprio corpo ou as crenças e mitos. O primeiro passo é descontrair e falar abertamente sobre os desejos e dificuldades – porque a mulher também tem direito a ter fantasias sexuais. Para um encontro sexual satisfatório aposte nos estímulos, como o ambiente envolvente ou os aromas, mas evite o consumo de bebidas alcoólicas que pode ter um efeito contrário. Falem sobre a vossa vida sexual, as fantasias, as preferências e os desejos de cada um. No entanto, estudos que analisaram o impacto do Viagra na disfunção sexual feminina, não produziram resultados consistentes nem promissores .

Mito Realidade Explicação
Existe uma pílula como o Viagra para mulheres Não existe equivalente direto O Viagra atua na ereção, mecanismo inexistente na mulher
O Addyi funciona como o Viagra Atua no cérebro, não nos órgãos genitais Modula neurotransmissores para aumentar o desejo
As mulheres podem tomar Viagra masculino Não é recomendado nem aprovado Estudos mostram eficácia limitada e efeitos adversos
A disfunção sexual feminina é psicológica Tem causas biológicas e médicas Fatores hormonais, vasculares e neurológicos contribuem
Os suplementos naturais curam a falta de desejo Evidência científica é fraca Podem ter efeito placebo e carecem de regulação

Existem dois medicamentos nos Estados Unidos da América sujeitos a receita médica que normalmente são referidos como “Viagra feminino”: o Addyi (flibanserina) e o Vyleesi (bremelanotida).